sábado, 7 de julho de 2012

Corinthians Campeão da Copa Libertadores da América 2012 - com fotos


Neste primeiro trabalho do blog com fotos, destacamos as imagens de Cássio e sua comemoração de gol, o voo de Danilo após o gol no Santos na semifinal, Paulinho correndo após o gol no Vasco nas quartas de final, a corrida de Emerson após gol no Boca Juniors na final e o toque de Romarinho no gol em La Bombonera.

Elas, as outras

por Anderson Milhomem

Como vão ficar as outras torcidas se o clube paulista enfim conquistar a Libertadores?

Venho acompanhando já há algum tempo nas redes sociais o crescimento de uma torcida de futebol única, organizada — até certo ponto — e que, talvez, seja hoje a maior do Brasil: a anticorintiana. E é uma massa considerável, feroz, barulhenta e que a cada jogo do clube paulista transforma o adversário no seu time de infância. E fiquei pensando cá com meus botões: mas por que esse ódio todo por um time, uma torcida?

Não torço para o Corinthians. Nem contra, nem a favor. Simples assim. Aliás, não tenho um time pra torcer em São Paulo. Nunca me afeiçoei a nenhum deles. Simples assim. E graças a essa imparcialidade, acompanhando essa manifestação anti-Corinthians pelo lado de fora, fica fácil chegar a duas conclusões.

A primeira e mais óbvia: as outras torcidas — todas elas — sentem uma inveja imensa do jeito corintiano de ser, viver, torcer e amar o clube. A Fiel Corintiana é a torcida brasileira que mais se aproxima das “hinchadas”, as famosas torcidas argentinas conhecidas por seus cânticos, pelo amor incondicional e pela maneira incansável de torcer pelos seus times.

Normal, eu também sinto inveja disso. Queria que a torcida do meu time fosse igual, que pulasse e gritasse o tempo inteiro, que vibrasse e empurrasse a equipe, o tempo todo, na vitória ou na derrota. E elas, as outras torcidas, jamais darão o braço a torcer para esse fato. Seria o mesmo que admitir que brochou com aquela vizinha gostosa. Jamais.

A segunda conclusão a que chego é que, se o Corinthians ganhar uma Libertadores, a elas, as outras torcidas, não lhes restará mais nada para zombarem do adversário. Porque, no restante, elas, as outras torcidas, perdem em quase tudo. E aí vão se segurar a quê? Ah, claro, algumas passarão a se vangloriar de serem campeãs do mundo, desdenhando o Mundial da FIFA de 2000.Mas e quem não tem um time campeão do mundo? Vão sobreviver sob qual argumento? E se o Corinthians voltar do Japão com o caneco? Aí será o fim?

O que sobrará a elas, as outras torcidas? Dizer que os corintianos são bandidos, drogados e maloqueiros? Que em dias de jogos do clube a violência nas ruas diminui? Que não tem estádio? Ou que ganhou um com dinheiro público?

Convenhamos, seria muito pouco para elas, as outras torcidas.


Anderson Milhomem é publicitário e torcedor do Vila Nova de Goiás.

Um comentário:

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