sábado, 23 de julho de 2011

Vila Nova - 3º uniforme 2011


Escolhido através de votação realizada na loja Paixão Vermelha, torcedores escolheram o novo uniforme número 3 do Tigrão. A camisa será lançada oficialmente em 29 de julho próximo, aniversário do Vila Nova.


Um bandeirão do Vila Nova estava presente atrás do gol em que jogadores brasileiros tentaram bater pênaltis no domingo passado, contra o Paraguai e, claro, alguns tentaram dizer que a Seleção da CBF/Globo perdeu por causa disso. Quem fala uma coisa dessa certamente está pouco informado sobre os desmandos do desbocado Ricardo Teixeira. Uma administração incompetente por 22 anos dá seus frutos. Ganhou títulos, ganhou de "presente" da Fifa a Copa de 1994 (despedida de João Havelange no trono, criando um caminho propício para a Seleção e barrando Maradona), mas para um país grande e boleiro como o Brasil, a corrupção é muita e o futebol é pouco.



Os homens de preto: Ba Football Club


Em divulgação ao blog "Do Outro Lado da Bola - O melhor conteúdo do futebol da Oceania em Língua Portuguesa", postaremos aqui escudos de clubes daquele continente. "O Ba Football Club é um clube de futebol de Fiji que disputa a liga fijiana de futebol. Sua maior façanha foi o vice-campeonato da Liga dos Campeões da OFC de 2007. Atualmente, é uma equipe grande de Fiji." (Wikipédia). Confira o texto abaixo de João Victor Gonçalves sobre a turnê do Ba FC no Canadá.



"Homens de preto" fazem sucesso durante turnê no Canadá!
Por João Victor Gonçalves

Desde o começo do mês de julho, uma das mais tradicionais equipes do futebol fijiano e da Oceania, o Ba (atual campeão nacional e representante do país na O-League 2011-12) está representando o país em uma série de amistosos comemorativos ao Dia de Fiji na cidade de Surrey, Canadá. E a equipe do técnico Rushi Kumar não tem decepcionado seus torcedores até agora: em oito jogos, foram sete vitórias e apenas um empate. Destaque principal para o último encontro, quando os "homens de preto" (como são conhecidos os jogadores do Ba) enfrentaram o Vancouver Metro All Stars e bateram os rivais por 2-1, num dos jogos mais apertados que a equipe realizou em terras canadenses até então. Maveliko Nakama abriu o placar para os visitantes, mas os locais empataram cinco minutos depois. Porém, quando o jogo já se encaminhava para o seu final, Tiwa fez grande jogada individual e definiu a contagem final no Bear Creek Park. A base da equipe que está invicta no Canadá é composta por jogadores campeões da Liga Fijiana (fonte: Site Oficial do Clube). Nos outros jogos, a equipe havia vencido os seguintes rivais: 1-0 na Seleção da Índia, 6-1 no Vancouver All Stars, 1-0 na University of British Columbia, 4-0 contra o Khalsa Sporting, 5-3 contra a Seleção da Arábia Saudita, 4-0 na equipe Sub-20 do Revolution; o único empate na turnê foi ante o Calgary All Stars: 1-1. Segundo o técnico Rushi Kamar, "a equipe estabeleceu o objetivo de voltar invicta para a casa e todos os jogadores estão dando o seu melhor nos jogos; estou impressionado com o desempenho deles até agora". O comandante dos "homens de preto" também ressaltou que o torneio "está servindo como preparação para a 'Batalha dos Gigantes' (tradicional torneio fijiano)". A equipe retorna do Canadá na próxima sexta-feira, mas já podemos ter a certeza de que o futebol fijiano passou a ser visto com outros olhos após a passagem do Ba pelo país norte-americano."


A base da equipe que está invicta no Canadá é composta por jogadores campeões da Liga Fijiana. Fonte: Site Oficial do Clube

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Desabafo contra o anti-argentinismo


Do blog de Mauro Cezar Pereira no site ESPN.com:

"Mano que abra o olho, deixe de lado um pouco desse estilo excessivamente sóbrio. É preciso mais do que técnica e tática para se formar um bom time. Características que até faltam ao Uruguai em algumas funções. E eles compensam jogando com alma. O duelo de sábado contra a Argentina foi o melhor da competição. E despertou uma série de manifestações contra os hermanos na internet.
Até acredito que algumas sejam sinceras, é possível que brasileiros tenham rivalidade real com argentinos no futebol. Mas a meu ver isso é coisa de poucos. A maioria embarca na grande onda acionada pelos mestres de cerimônias da mídia do oba-oba. Gente ingênua e facilmente manipulada, é o torcedor manobrado e que engole a tese segundo a qual para ver futebol é preciso torcer por alguém ou contra alguém. O ótimo texto do jornalista Fernando Faro, abaixo, resume bem isso.
Mas antes da ótima leitura, curta o vídeo a seguir. Um comercial que tem como gancho a rivalidade no futebol sul-americano. E ela não envolve o Brasil. Sim, os dois maiores rivais do continente estiveram mais uma vez frente a frente sábado, em Santa Fé.



Em tempo: acho as manchetes do diário argentino Olé provocando o futebol brasileiro absolutamente imbecis. Sei que existe um vídeo igual ao que você viu acima com o argentino na torcida brasileira. Defendo, apenas, a tese de que a maior, verdadeira, acirrada rivalidade sul-americana, até pelo tempo, convivência e proximidade, é Uruguai x Argentina. Abaixo, o texto do Fernando Faro."

"Contra o anti-argentinismo

"Nunca vi um povo comemorar um gol como o argentino. No campo ou na arquibancada, as veias saltam e a cor geralmente desbotada da pele portenha rapidamente se avermelha como um belo Malbec.
Quando a derrota vem, o vulcão de sentimentos permanece o mesmo. O chão some, as mãos trêmulas buscam repouso nas cabeças e não raro as lágrimas escorrem em profusão estarrecedora.
Um gol argentino é como um tango de Gardel. Denso. Forte. Emotivo.
Como país e povo, os argentinos (ao menos comigo) sempre foram gentis e amigos. Isso sem contar a beleza das paisagens, a culinária saborosa...
A Argentina também sempre tratou a bola com raro carinho. De Di Stéfano a Maradona e Messi, vimos brotar naquelas terras gênios capazes de rivalizar com os brasileiros. Isso em um país muito menor e com 1/5 menos de 'pé de obra' disponível.
Fica difícil, portanto, entender o porquê da raiva de alguns brasileiros contra nossos vizinhos. O que se leu nas redes sociais após a derrota para o Uruguai não foi rivalidade, essa sim sempre saudável. Foi algo menor.
Resisto pensar que se trate de dor de cotovelo, mas é difícil pensar em outra coisa. Falar que argentino é convencido e arrogante é muito fácil, mas quantas dessas milhões de pessoas realmente conhecem um portenho pra falar tal coisa (e como se nós fôssemos um país de humildes cordeirinhos).
Talvez, lá no fundo, o brasileiro gostaria de ver seus jogadores comemorando gols menos com coraçõezinhos e imitações tontas de bonecos e mais com seus companheiros e a torcida.
Somos acostumados a cobrar títulos aos montes e ai do time que não corresponder. Será rotulado de perdedor - que o diga o Brasil de Dunga. Quando perdemos, o que vem é a indignação. Como o melhor futebol do mundo ousa perder para um "inferior"?
Enquanto isso, mais ao sul, os argentinos sofrem com uma seca de títulos. Querem apenas ter o prazer de gritar campeão. Quando eles perdem, o que vem é a dor.
Vai ver que dorme escondido um sentimento de que eles jogam para trazer alegria à gente sofrida deles. Os nossos parecem sempre jogar para tentar comprovar sua condição de "superior" e aumentar sua fama.
Torcer contra a Argentina (e contra Uruguai, Itália, França, Holanda, Alemanha, etc) é atentar contra o futebol, violentar a tradição. Não só me nego como adoto o caminho inverso, sempre quero ver os gigantes frente a frente.
Nenhum time é nada se não existirem seus temidos rivais. E a rivalidade genuína nada mais é do que uma mistura de temor e respeito mútuo. Um sentimento paradoxalmente nobre e honrado.
Uma pena que muitas pessoas - alimentadas muitas vezes pela própria mídia e seus animadores de auditório - deturpem esse respeito e o transformem em avacalhação.
Como brasileiro, admiro demais o futebol argentino e vejo como ele completa o nosso e vice-versa. Em minha modesta concepção, isso é muito mais patriota do que sair gritando que sou brasileiro com muito orgulho e muito amor.
Pena que devo ser minoria."

(Agradecemos à Sr.ª Mano Negra, que colaborou com a composição deste post)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Juventus-ITA - 3º uniforme 2011/12

O machismo e o sexismo imperaram e muito no futebol, mas ainda vicejará por um tempo. Não é porque se adotam a cor rosa que os tempos mudaram: apenas descobriram que cor não tem sexo, qualquer um pode usar. O rosa já consta no uniforme de treino do Atlético Mineiro, no 1º uniforme do Palermo-ITA. O Corinthians já apareceu de roxo (na época em que se ainda enxergava as cores do clube, pois hoje a camisa é 'puro' patrocínios). Mas adotar cores talvez ainda seja apenas jogada de marketing: aproximar mulheres e homens homossexuais para a torcida dos clubes. A homossexualidade está presente em todos os ambientes, e nunca esteve afastada dos esportes - apenas ocultada. Em ambientes machistas, revelações jamais serão feitas. Revoluções como a do jogador Michel, do Vôlei Futuro, demorarão a acontecer. No Brasil, vivemos o momento da legalização das uniões entre homossexuais, mas o conservadorismo da sociedade é tamanho que até mulheres que jogam futebol ainda são discriminadas, independentemente da orientação sexual. Que o time de Marta obtenha êxito na Copa do Mundo de Futebol Feminino que acontece neste mês, para que o sentimento que a população brasileira para com elas seja de reconhecimento, e não de desconfiança. Mulheres futebolistas devem procurar assegurar seu lugar no futebol, apesar do desprezo da CBF, e cabe a nós apreciarmos o talento delas. Quanto à homossexualidade, seja de mulheres ou de homens boleiros, isso não importa: a sexualidade não se manifesta dentro de campo.
Del Piero, Buffon e Pirlo, no centro: modelos do Juve
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Do blog As árvores são fáceis de achar...

A que ponto chega a ridicularização do futebol brasileiro pela Rede Globo:


Globo é a emissora que determina horário e data de jogos do Campeonato Brasileiro, colocando jogos depois das novelas, aos sábados à noite, com início às 22h e término depois da meia-noite; que com isso expulsa o torcedor do estádio e obriga-o a assinar o canal fechado da própria emissora; que detém os direitos de imagens dos jogos, mas vende caro ao telespectador que quer ver os jogos mais concorridos; que tem o despudor de entrar, e ainda sem touca, na cozinha que prepara a alimentação dos jogadores da Seleção da CBF; que não tem vergonha de entrar nos quartos em que os jogadores se hospedam; que trata o treinador Dunga como persona non grata; que faz de ridículos jogadores como esse do vídeo, e torcedores como nós; que cria um boneco inútil e incentiva uma comemoração estúpida; que não faz reportagens sobre corrupção na CBF e na Diretoria do Corinthians; que quer que torçamos para milionários que correm atrás de uma bola; que chama a empresa privada CBF de responsável por uma Seleção que não representa nosso País.