domingo, 26 de junho de 2011

Che Guevara vira time de futebol em uma das sedes da Copa América

Texto do GloboEsporte.com

Há quatro anos o Club Atlético, Social y Deportivo Ernesto Che Guevara propaga no esporte os ideais do líder revolucionário argentino-cubano. Considerado uma das figuras mais importantes do século XX, o líder revolucionário continua propagando seu legado décadas após sua morte. Com as ideias e ensinamentos socialistas do médico, um grupo de pessoas na pequena cidade argentina de Jesús María, a 50km de Córdoba, província onde o guerrilheiro viveu dos dois aos 19 anos, fundou há quatro um time de futebol. "A ideia é integrar através do futebol crianças e jovens de todas as classes sociais para ajudar na formação delas como pessoas, reforçando valores pregados por Che como solidariedade e dignidade", contou Mónica Nielsen, presidenta do clube, na cidade que receberá dois jogos da Seleção Brasileira (Paraguai, dia 9 de julho, e Equador, dia 13).
Equipe sub-10 (divulgação)
"Era inevitável usar sua imagem, tanto no corpo do uniforme, quanto no escudo. Também fizemos questão de colocar a célebre frase 'Hasta la victoria siempre!'. Mas também fizemos isso porque muita gente comprava camisas com a imagem de Che apenas para consumo e nada mais. Nossa ideia é que os pequenos usem a camisa e sigam as convicções de Che, sua luta, de sua entrega por um mundo melhor e com justiça social para todos", salientou a presidenta Mónica, que cuida de maneira voluntária a administração do clube com ajuda de pais e parentes dos meninos do elenco, em gestão semelhante a uma ONG sem fins lucrativos. Filiado a Liga Regional de Colón, que está ligada a AFA (Associação de Futebol Argentino), o clube tenta conseguir uma sede própria. Por hora, as sete categorias treinam em campos cedidos ou alugados na região. Mónica só mostrou um pouco de frustração com a falta de apoio de pessoas famosas do futebol, lembrando que muitas delas, argentinas ou não, possuem tatuagens alusivas a Che Guevara. "Queria que eles, que possuem uma tattoo de Che, viessem aqui, observassem nosso trabalho e nos dessem uma mão. Seria muito importante para as crianças", disse Mónica, citando, indiretamente, o ídolo Diego Armando Maradona, que tem na pele a imagem imortalizada por Korda.
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Aqui Neymar mostrando todo seu futebol. Para quem se recusou em 2010 a entrar em um hospital para crianças portadoras de necessidades especiais por que era um lugar sustentado por uma instituição espírita, esta fotografia é um bom exemplo de solidariedade desse evangélico dizimista. Esperamos que o péssimo narrador Cléber Machado, da TV Globo, retrate-se pelas críticas absurdas que fez ao povo uruguaio após o jogo, tendo em vista que quem começou a briga foi um santista filho do delegado Osvaldo Nico, vice-presidente do TJD da Federação Paulista. Esse delegado é o mesmo que prendeu o jogador Desabato, quando entrou em campo no Morumbi e deu voz de prisão ao jogador do Quilmes, acusado de ofensas contra Grafite, então no São Paulo. Um jogador xingar o outro não é racismo, é injúria. Racismo é quando se trata um diferente como diferente, que foi o que acabou acontecendo com o jogador argentino. Depois desse fato, Grafite sumiu do Brasil (vergonha?) e TV Globo e Galvão Bueno contaminaram o Brasil todo ao iniciarem uma campanha sórdida contra os argentinos, que desandou para um ódio desnecessário entre os dois países, não somente no futebol.
Sobre o título da Taça Libertadores do Santos, não há lição melhor para a honesta diretoria do Corinthians: marketing não ganha jogo. Pra uma diretoria que dispensou Lucas das categorias de base, que hoje brilha no São Paulo e na Seleção da CBF, dá para prever-se que nos próximos 10 anos o Corinthians vai ganhar uns Campeonatos Paulistinhas - e só.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Palmeiras - 2º uniforme 2011




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"A decisão do Corinthians de proibir o verde no carro que levaria seu nome na Formula Superlague foi de uma estreiteza inadmissível para uma administração que se pretende moderna. A atitude mostra uma falta de auto-estima impressionante. O Corinthians não ficará maior nem menor se tiver um carro com qualquer se seja a cor. E cometeu a insanidade de rejeitar as cores da bandeira do Brasil – é isso mesmo, o carro tinha verde, amarelo, azul e branco. Mas o mais importante é o seguinte ponto: verde não é a cor do Palmeiras. Verde é a cor de um monte de coisas, inclusive do Palmeiras. Ao rejeitar o verde, o Corinthians está se encolhendo se fazendo menor do que poderia ser. Está entregando um pedaço do mundo ao rival. O Corinthians tem que se preocupar consigo, em como vencer mais jogos e mais campeonatos, pois somente assim será mais conhecido e reconhecido. Tem que crescer mais na parte financeira e saber investir melhor o dinheiro para ter equipes sempre fortes, sempre campeãs. O resto tem pouca ou nenhuma importância. A rivalidade é um ingrediente importante do futebol, porque faz as equipes se dedicarem mais, evoluírem. Mas a rivalidade não é um valor em si, é um meio para alcançar o que importa. E, para ser produtiva, a rivalidade tem que ser saudável e inteligente. Não pode ser confundida com intolerância, com radicalismo estéril. A intolerância é burra, todos sabem. E nos principais países do mundo da bola, os clubes grandes já entenderam o caminho. O Manchester United jogou dois anos de azul, cor do City. A Inter de Milão já jogou com uma enorme cruz vermelha, cor do Milan, no peito. E entre os times que promovem o maior clássico do mundo, o Barcelona já jogou de branco, cor do Real, apenas com uma faixa azul-grená no peito. Também é verdade que há mais países em que os clubes não aceitam usar a cor do rival. A Turquia e a Argentina são dois. É uma questão de escolha. Quem queremos ter como espelho? A Inglaterra ou a Argentina? A Espanha ou a Turquia? Queremos ter o futebol dos grandes espetáculos ou o das batalhas sangrentas? Futebol é fator de socialização ou de segregação? Se o Corinthians quisesse se preocupar com o Palmeiras – o que acho errado, nenhum clube deve se preocupar com o rival nesse nível – deveria isso sim fazer uma estratégia contrária, como fez o United com o City. Deveria 'tomar' o verde do Palmeiras, torná-la uma cor tão neutra que o rival teria de escolher outra. Isso, sim, seria uma demonstração de força." (de Marcelo Damato, do blog Além do Jogo)