quinta-feira, 2 de junho de 2011

Palmeiras - 2º uniforme 2011




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"A decisão do Corinthians de proibir o verde no carro que levaria seu nome na Formula Superlague foi de uma estreiteza inadmissível para uma administração que se pretende moderna. A atitude mostra uma falta de auto-estima impressionante. O Corinthians não ficará maior nem menor se tiver um carro com qualquer se seja a cor. E cometeu a insanidade de rejeitar as cores da bandeira do Brasil – é isso mesmo, o carro tinha verde, amarelo, azul e branco. Mas o mais importante é o seguinte ponto: verde não é a cor do Palmeiras. Verde é a cor de um monte de coisas, inclusive do Palmeiras. Ao rejeitar o verde, o Corinthians está se encolhendo se fazendo menor do que poderia ser. Está entregando um pedaço do mundo ao rival. O Corinthians tem que se preocupar consigo, em como vencer mais jogos e mais campeonatos, pois somente assim será mais conhecido e reconhecido. Tem que crescer mais na parte financeira e saber investir melhor o dinheiro para ter equipes sempre fortes, sempre campeãs. O resto tem pouca ou nenhuma importância. A rivalidade é um ingrediente importante do futebol, porque faz as equipes se dedicarem mais, evoluírem. Mas a rivalidade não é um valor em si, é um meio para alcançar o que importa. E, para ser produtiva, a rivalidade tem que ser saudável e inteligente. Não pode ser confundida com intolerância, com radicalismo estéril. A intolerância é burra, todos sabem. E nos principais países do mundo da bola, os clubes grandes já entenderam o caminho. O Manchester United jogou dois anos de azul, cor do City. A Inter de Milão já jogou com uma enorme cruz vermelha, cor do Milan, no peito. E entre os times que promovem o maior clássico do mundo, o Barcelona já jogou de branco, cor do Real, apenas com uma faixa azul-grená no peito. Também é verdade que há mais países em que os clubes não aceitam usar a cor do rival. A Turquia e a Argentina são dois. É uma questão de escolha. Quem queremos ter como espelho? A Inglaterra ou a Argentina? A Espanha ou a Turquia? Queremos ter o futebol dos grandes espetáculos ou o das batalhas sangrentas? Futebol é fator de socialização ou de segregação? Se o Corinthians quisesse se preocupar com o Palmeiras – o que acho errado, nenhum clube deve se preocupar com o rival nesse nível – deveria isso sim fazer uma estratégia contrária, como fez o United com o City. Deveria 'tomar' o verde do Palmeiras, torná-la uma cor tão neutra que o rival teria de escolher outra. Isso, sim, seria uma demonstração de força." (de Marcelo Damato, do blog Além do Jogo)

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