segunda-feira, 7 de março de 2011

Escudo e patrocínio inusitados...


Trechos de publicações do Parana-online.com.br e Futebol Paranaense.net

"Fundado em 2000, na cidade de Barueri-SP, o Roma se estabeleceu em Apucarana-PR no ano seguinte (coincidência com outro time pela mudança de cidade?). Atualmente o clube passa por dificuldades, principalmente financeiras, mas em 23 de janeiro último, o que mais chamou a atenção foi a camisa do clube. Em vez de um patrocínio da região, como costumamos observar nas camisas das equipes do interior, havia um ponto de interrogação. Em entrevista ao canal PFC, o presidente do clube, Sergio Kowalski, destacou que a atitude é um apelo para chamar a atenção dos empresários da cidade. Segundo ele, o que mantém financeiramente a equipe é seu próprio bolso. 'Isso não é uma marca de patrocínio, não. É falta de patrocínio mesmo', disse".
"Em novembro de 2010, o Roma Esporte Apucarana lançou sua nova logomarca, que será utilizada como distintivo da camisa oficial e em todas atividades sociais do clube. O novo distintivo foi criado a partir do lançamento de um concurso promovido pelo departamento de marketing do Roma, que entre 8 e 28 de outubro de 2010 recebeu 102 distintivos enviados por 32 pessoas participantes, algumas destas pessoas participaram com até 10 desenhos diferentes. O presidente do Roma, Sr. Sérgio Kowalski anunciou o ganhador do concurso, André Gustavo Burin, morador de Apucarana e torcedor do Roma, que ganhou uma camisa oficial, um kit de ingresso para assistir todos os jogos do Roma na 1ª divisão e também ganhará a 1º camisa oficial com a nova logo que foi lançada em dezembro."

Foto do portal http://www.odiario.com/blogs/esquemarapido

Só é um pouco parecida com o escudo da Seleção dos Emirados Árabes Unidos, não?


Para finalizarmos, um texto do blog do Antero Greco (21 janeiro 2011):

"Símbolo loteado

"Na quarta-feira, duas imagens me chamaram a atenção, em jogos do Campeonato Paulista. A primeira foi a do uniforme do Santos, quase imaculadamente branco e condizente com sua tradição. A única intromissão, porém simpática, foi a imagem do ursinho panda estampada na parte da frente, ao lado do escudo. O animal é o símbolo da WWF, fundação internacional que defende a vida selvagem. O clube paulista divulga essa marca, como uma espécie de ação social, enquanto define patrocinador para a temporada recém-iniciada. Bonito ver o uniforme nas cores originais.

No mesmo dia, um pouco mais tarde, o duelo entre Bragantino e Corinthians mostrou um festival de mau gosto ambulante. As duas camisas ostentavam uma infinidade de anúncios, dos mais diversos tamanhos e produtos, esparramados por todos os cantos – até no sovaco. Os escudos ficam perdidos nesses outdoors, nessa colcha de retalhos. Camisas alvinegras tão lindas parecem mais abadás carnavalescos.

Não tenho a menor dúvida de que o argumento principal para justificar o loteamento é a necessidade de fazer caixa, de ter dinheiro para investir, para pagar contas, para montar equipes competitivas etc. e tal. Sei que o futebol se transformou numa atividade cara e que o uniforme é fonte de renda imprescindível. Até o autossuficiente Barcelona curvou-se ao apelo e, depois de décadas, aceitou fazer propaganda. Mas vendeu caro, se fez valorizar. É o que mais arrecada no mundo nesse quesito. E não perdeu o charme ou a elegância.

O Corinthians gaba-se de ser o segundo clube que mais faturou, com a diferença de que teve de recorrer a uma dezena de anunciantes, para ainda assim ficar distante do gigante espanhol. Alguém pode dizer que é prova de marketing agressivo e eficiente. Mesmo? Ou seria uma demonstração de que não há limite para a voracidade de arrecadação? Certamente o Barça tem fila de pretendentes a comprar alguns centímetros quadrados de sua camiseta. Só que o bom senso dos cartolas – além de legislação que regula a publicidade – prevalece sobre o comichão de ganhar uns trocos.

Reconheço que os clubes precisam ser criativos e devem diversificar as opções para aumentar as receitas. Que o façam sempre com critério. Os pragmáticos que me desculpem, ainda sou dos que veem a camisa do time de coração como manto sagrado. E como tal deve ser respeitado. Um patrocinador, vá lá, passa, já que virou mal necessário. Um monte de reclames, que mais parecem os classificados dos jornais, é sacrilégio. Não gastaria um centavo para comprar essas peças horríveis. Ou então pediria desconto generoso aos clubes, porque, ao vestir camisas com visual tão poluído, estaria a fazer propaganda de graça, enquanto alguém lucra. Tô fora!"

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